sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Os predicados infinitos a que me sujeito
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Vamos colocar os pingos nos " i's ", as vírgulas nas frases, as frases nos contextos, palavras que saem dentro sem indagação, sem pretexto. Me declame, se declare, se proclame. Eu quero metáforas bonitas, quero um poema que seja um sentimento, escrever entrelinhas, entrecurvas - suas - que chego a ter medo. Entretuas palavras. Não se trata de gramática, você sabe. Disfarça os seus disfarces e se mostra sem querer o tempo inteiro, assim como eu. Nosso dicionário é outro, nossos sentidos são tão amplos que ás vezes fico sem te entender. Mas hoje não quero entender nada, quero apenas suas palavras. Palavras reais, sonoras, acústicas, ao vivo... com toda a emoção do seu ser - e do seu não ser também. Quero tudo de você ao alcance do meu ouvido, ao alcance das minhas mãos e, por fim (ou para o começo de tudo) ao alcance do meu coração. Não fique mudo, não me deixe muda, nem surda, nem cega. Me deixe louca - até porque se eu ficar normal demais você pode estranhar e perceber que há algo errado. Vem cá, me conta uma história pra dormir, materialize uma palavra que me faça sonhar e me faça acordar sorrindo. Vem cá, me diz como que a gente faz pra ser ainda mais feliz.
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(Obs: Nem tudo que escrevo é para alguém, é real, ou do além. Minha inspiração, ás vezes, vem das coisas que ainda não vivi, de pessoas que nunca conheci. Nossa vida é ampla demais pra nos dedicarmos á apenas uma fonte de sentimento.)
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BeijoOs Mágicos!

domingo, 18 de outubro de 2009

LAS DE LA INTUCIÓN

Não pergunte mais sobre mim se está cansado se saber a resposta. Eu nunca estarei disponível para os seus joguinhos de sentimento e curtição. O que você está disposto a fazer não condiz com as coisas que eu quero. O que eu estou disposta a sentir é bem diferente da sua contradição. Então, eu te proponho um deslize. Não deixe que eu esteja sempre certa. Eu sei que você nunca conseguirá me entender, mas sou assim antes mesmo de eu nascer. Afinal, as mulheres vivem guiadas por uma intuição. Estou te propondo uma sequência de erros que nunca serão nossos. É engraçado observar você tentando me desvendar enquanto eu já li os seus olhos, sua boca e seu jeito de andar. O seu livro é mais desafiador que as suas histórias baratas. Como você pode achar que suas desculpas serviriam para alguma coisa? Elabore suas fantasias e faça-me usar minha intuição. Aprimore-se. Pois é tão fácil decifrar seus códigos... é só usar um salto alto, uma saia e um decote que você entrega todas as suas mentiras e comete todos os pecados que o ser humano inventou. Isso não é tudo. Você não esperava que eu fosse tão sincera. Você esperava que eu implorasse pra ir com você. Meu mundo gira de cabeça para baixo e ás vezes eu prefiro ser o contrário. Não posso definir o que é certo ou errado, então eu apenas uso a minha intuição. Você sempre muda de lado e nunca está aqui. Sinto muito ou não sinto nada, mas não posso ganhar suas causas, não posso fazer isso por você. A verdade está na ponta da sua língua. Bom, esse é seu código preferido. Você se cala e apenas me canta, pra me distrair, como se eu fosse uma parte da sua música favorita. Eu já estou dentro da sua mente. Então se você me perguntar eu quero que você saiba que as suas razões ficaram do lado de fora, que o tempo todo eu só quis testar a minha intuição e que você deixou que eu estivesse certa. Então se você me perguntar eu quero que você saiba que eu te propuz um deslize, mas você teve medo e se escondeu tão bem que eu tive que me salvar de mim mesma. Então se você me perguntar eu quero que você saiba que eu não consigo ser você e que faço tudo ao contrário pra te confundir e te fazer perceber, que na verdade, não há certo ou errado. Mas você não pergunta e continua com todos seus códigos na ponta da língua como se ninguém pudesse decifrá-los.


Beijos mágicos...
e uma semana com intuições decifráveis!

sábado, 10 de outubro de 2009


A flor da pele, a flor dos olhos e a flor do coração...

Essa semana presenciei três coisas que me sensibilizaram de uma maneira que eu ainda não sei explicar, mas gostaria de compartilhar com vocês.

Soube de uma menina-mulher de 19 anos que está com câncer. Fazíamos aula de dança juntas, temos a mesma idade, temos milhares de sonhos e uma vida inteira pela frente. Porém, o destino colocou um obstáculo no caminho dela que me faz reparar que as pedras do meu caminho são insignificantes. Foi a mãe dela que me deu a notícia - com o brilho das lágrimas no olhar - dizendo o tempo todo para si mesma, com a esperança de que sua prece será atentida, que isso tudo vai passar da melhor forma possível.

No outro dia, estava a caminho do banco e vi um velhinho, mas bem velhinho mesmo, atravessando a rua com sua bengala em uma das mãos. Nem você e nem eu temos a noção de como cada passo para ele era valioso. Não sabemos o quão difícultoso é sair de casa e caminhar já que o mundo anda tão de pressa. Mas ele estava alí, passo a passo, esperando ser compreendido pelos carros que passavam afim de que eles parassem para que pudesse prosseguir. E assim se fez. Eu atravessei a rua e ele de vagarosamente fez o mesmo. Fui ao banco com essa imagem na cabeça. Quando voltei fiz o mesmo caminho e encontrei o velhinho sentado no banco da praça. Inteiramente alí. Me deu uma vontade de chorar e nem sei muito bem o motivo. Talvez pela sua coragem em enfrentar o mundo ao mesmo tempo que observa a vida, enquanto nós estamos ocupados com tantos projetos, reclamando tanto e com preguiça de exercitar o corpo e a mente.

Um pouco depois, no final da tarde, estava no ponto de ônibus indo para a faculdade quando comecei observar um cachorro que comia um resto de alimento que havia num canto do chão. Após a "refeição" ele parecia olhar para cada pessoa que estava alí esperando sua respectiva condução com um pedido de compaixão. Se pudesse, levaria-o para casa, pois tudo que ele precisava naquele momento era um pouco de carinho e atenção como todos nós precisamos algum dia em nossas vidas (ou em vários dias!). Vá dizer que você nunca desejou que alguém te tirasse de uma vida que não parecia ser sua, te salvasse e fizesse algo por você. Para alguns era só uma cachorro. Para mim era uma vida com direito a carne, osso e coração implorando pra ser livre da solidão.
Desculpe minha sensibilização, talvez até exagerada. Mas o mundo anda tão exagerado que ás vezes tenho medo. Por isso hoje, eu só gostaria de agradecer... Pela minha saúde, pelas minhas pernas, por todas as minhas capacidades, pela minha família, pelo carinho de todos que estão ao meu redor entre tantas outras coisas que estão acontecendo na minha vida.

Aproveito para fazer uma sugestão:

Sorria mais. Reclame menos. Não deixe isso pra depois. Dê valor ao que realmente tem valor (não falo de etiquetas e sim das coisas que nascem dentro de você). Nunca se sabe quando o destino vai nos dar um susto ou apenas uma lição de vida. Vamos ser mais úteis pra si mesmo e da maneira mais doce e pura, retribuir os presentes que a vida nos dá de presente fazendo questão de superar cada obstáculo. Agradeça e sorria.

BeijOs Mágicos!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O que, na verdade, significa esse DÚ da VIDA?
Se souber, me avise, porque minha cabeça está cheia deles.

DÚVIDAS...


O QUE fazer?
ONDE ir?
QUANDO agir?
QUEM eu devo esperar ou deixar pra trás?
POR QUE - simplesmente por que?

Certamente a vida não tem todas as respostas. Algumas vezes é preciso pensar um pouquinho mais. Mas quando o tempo dispara... Uma chance. Um chute e 50% de possibilidades de um gol. De quantos caminhos inseguros é nossa vida é feita? Existe caminho seguro? Não sei. Mas tentar já é um bom começo. Se esse caminho tem coração, eu vou. Preparo minhas malas e me levo pro mundo. Parecia ser o contrário, mas não. Tudo muda o tempo todo. Engano nosso pensar que já conhecemos as estradas, o tempo, as pessoas. De repente, você passa num buraco que antes não tinha. De repente cai uma chuva forte que você não esperava. De repente aquela pessoa que você tanto gosta te decepciona. Se mal conseguimos nos controlar, porque essa mania de querer controlar tudo? Me pergunto isso tantas vezes e ainda caio na rede. Sou Ser-vida de tudo que posso, mas tudo é muita coisa e não queremos muito. Queremos apenas o nosso ser em harmonia com a nossa vida. Será pedir muito? Será se contentar com pouco? Não sei. Só sei que ainda pouco sei. Só sei que não posso parar - mesmo que você queira, mesmo que o passado seja mais seguro, mesmo que eu não consiga prever o 'daqui em diante'. Minha cabeça está cheia de dúvidas. E dúvidas são as dívidas que eu temos conosco mesmos. Qual é o preço que pagamos por isso? Qual o segredo para quebrar a cabeça sem quebrar? Fica a dúvida!

BeijOs mágicos!!

domingo, 20 de setembro de 2009

SONHO

"Eu não sei na verdade quem eu sou. Já tentei calcular o meu valor, mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou... Por que a gente é desse jeito criando conceito pra tudo que restou?"
(Eu não sei na verdade quem sou - O Teatro Mágico)

Sabe aqueles livrinhos de significados de sonhos? Confesso, já li. (Por pura curiosidade e posso até ter acreditado em alguma coisa). Mas nunca vi coisa mais patética! Já basta a influência que a gente sofre (literalmente) o dia todo... Na visão do cara que comentou lance polêmico do seu time de futebol, da mulher que disse que aquele esmalte está na última moda, de um monte de gente que começou a falar "Arebaba" por causa da novela (ps: ainda bem que acabou essa novela!), do seu amigo que disse que aquele filme não é tão bom e você já assiste com "um pé atrás", de todas as pessoas que começaram a ouvir Michael Jackson depois que o cara morreu (esse não é meu caso, escuto desde da minha infância. Tudo bem que fui influenciada pelo meu pai, mas adoro!)... Bom, exemplos não faltam. Esse é o nosso mundo e não dá pra pegar uma nave e partir pra outra galáxia, pelo menos ainda não, e nem quero. Então me deixe sonhar. Porque um dos grandes desafios da vida é dar magia á realidade. Deixa eu ler o meu inconsciente mesmo que eu não entenda nada. Faça um pouquinho de silêncio e deixe-me escutar a intuição que não para de tagarelar aqui dentro. Eu quero ir aonde ela for. Aonde meu coração me levar e a razão me proteger. Sei que nem você, nem nada está me impedindo. Porém, as vezes preciso de uma conversa franca comigo mesma. Como diz uma amiga minha, eu preciso acreditar. (E que não seja naqueles livrinhos patéticos, nem naqueles horóscopos diários). Eu sonho muito, isso é fato. Sou taurina e boba de romântica. Sou fiel ao que sinto e por causa disso, ás vezes sinto muito. Já olhei pra uma estrela e fiz um pedido. Já fiquei um tempão sentada na areia, conversando com o mar e pedindo um pouquinho da força dele pra poder superar os obstáculos que, ás vezes, surgem pelo caminho. Acredito que em algum lugar, um anjo (como aquele do filme 'A cidade dos Anjos') me ampara. Minha vida é feita de palavras, eu as escrevo no meio da agenda, no canto do caderno, no papelzinho que ninguém quer mais. Na parede do meu quarto, há um monte delas transparentes, ainda sim palavras. Meus sonhos estão alí, bem na minha frente, traduzidos em algo que eu não sei explicar. Você pode interpretar como quiser, mas por favor, não me diga que é certo ou errado. Um dia li uma frase do Cazuza que diz que existe o certo, o errado e todo o resto. Concordo. Porém, meus sonhos não são resto, são tudo. São tudo que eu aprendo com minhas expectativas. São toda a minha alegria por, ás vezes, tão "pouco", mas por um sonho. Não se avalia, nem mede um sonho. Não há hora marcada pra sonhar. Os sonhos possuem as cores da inspiração, da coragem de sonhar. Por isso, não me diga que aquele caderninho pode me adivinhar. Meus sonhos são criados nas ruas dessa cidade. As luzes deixam escapar alguns segredos, alguns desejos e eu preciso dizer com os meus olhos o motivo deles brilharem tanto. Minha mente, ás vezes viaja entre flores e beija-flores. o vento sopra uma garantia de que vai levar meus medos e eu preciso dizer da sorte que tanto tento, perco, ganho e invento!

BeijOs Mágicos!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SE EU NÃO FOR PERFEITA

Verdade seja dita: Passamos a vida toda querendo ser algo que nunca seremos, mas que eu seja bem interpretada, pois isso não tem nada a ver com sonhos. O que eu quero dizer é que passamos a vida inteira querendo ser tão belas como a moça da capa da revista, tão comunicativas como o cara que dá palestras motivacionais pelo Brasil, tão ricas como Bill Gates, tão contagiantes como a Ivete Sangalo, tão loucas como Dercy Gonçalves enquanto tinha vida, tão inteligentes como Maitê Proença (eu acho ela o máximo!), tão conectadas como Marcelo Tas, tão engraçadas como Jim Carey, tão corajosas como todos aquele que não tem medo de SER, tão poetas como Fernando Pessoa, tão sortudas como quem ganha na loteria. Ah, como eu queria. Eu também queria saber onde eu fico nessa história toda. Onde eu começo a gostar de mim e aceitar a minha pior parte (porque depois disso o resto se torna fácil). Eu queria saber em que momento da minha vida eu vou começar a lutar pelas MINHAS causas - nenhum pouco sociais. Quando eu vou chorar sem ser julgada como fraca e rir de mim mesma na hora que eu bem entender (ou ficar sem entender nada). Quando? Agora. E eu não sei se você percebeu, mas o meu agora é desde algum tempo. O tempo passou, muita coisa mudou e eu já posso decidir o que eu quero ser de mim, o que eu quero fazer da minha vida. Minha louca vida louca que fica louca só de pensar que, por algum momento, não tem vida própria, que não é minha. Você me diz pra ser mais isso, ser menos aquilo, fazer aquelas coisas. Você fala tanto e não me trás nenhuma solução. Tenta me obrigar á sair por aí e me virar pra ser perfeita. Qual é o seu plano, afinal? Me destruir aos poucos a cada vez que eu perceber que eu nunca vou ser aquele alguém que você sempre sonhou? Não. Dessa vez, não. Você pode achar que eu fiquei rebelde - talvez seja. Pode achar que eu não dou valor a tudo que me ensinou, a tudo que aprendi - e sabe que isso não é verdade. Pode achar milhares de coisas, mas eu não vou ligar. Nem vou atender seus pedidos como se minha vida fosse um fast food. Eu sou forte, embora ás vezes pareça tão frágil. Mas se eu não for perfeita eu já fico feliz!


De vez em quando nunca é o bastante
Se você é impecável, então ganhará meu amor
Não esqueça de tirar primeiro lugar
Não esqueça de manter aquele sorriso em sua face
(...)Quanto tempo antes de reparar?
Quantas vezes tenho que lhe dizer para se apressar?
Com tudo que faço por você
O mínimo que você pode fazer é ficar quieto
Seja uma boa menina
Você tem que tentar um pouco mais
Aquilo simplesmente não foi bom o bastante
Para nos orgulharmos
Viverei de acordo com você
Farei de você o que nunca fui
Se você é o melhor, então talvez eu também seja
Comparado com ele, comparado com ela
Estou fazendo isto para seu próprio e maldito bem
Você compensará tudo que sofri
Qual é o problema... por que está chorando?(...)
(Perfect - Alanis Morissette / tradução)
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BEIJOS MÁGICOS E IMPERFEITOS!
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Escute. Como se essa fosse sua última chance antes de dormir. Como se essa fosse sua última chance antes de eu me calar. Escute. Depois deixo você dizer seus porques. Deixo você argumentar, ou deixo tudo isso pra lá. Escute. Se quiser me entender, se não quiser perder tempo tentando entender o que eu disse. Escute. Depois que eu criar coragem de me expor e antes que eu desista de falar. Escute. O barulho depois da porta. O silêncio por de trás da janela. Escute. Não finja que não se importa. Não negue as minhas palavras, nem a você mesmo. Escute. O seu coração - ele fala mais que a boca. Escute. A canção - ela pode te cantar alguma coisa. Escute. Mesmo que não achar tão importante. Mesmo que julgar simples e sem sentido. Escute. Se não gostar, esqueça, mas pare e pense por um instante. Não deve ser tudo á toa. Escute. Por favor, escute. Pois eu estou bem aqui e dessa vez falo por mim. Mas se eu apenas te olhar, também me escute.



Beijos mágicos e silenciosos!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dias e Dias


Há dias em que o tempo fica mudo, em que as pessoas se mantém em silêncio por mais tempo, em que é possível escutar as folhas das árvores se soltando pelo meio do caminho. Há dias em a paciência se exerce por conta própria, em que nada é motivo e que os motivos não são nada. Há dias em que eu me tiro pra dançar, em que eu me atiro da corda bamba, levo um tiro de intolerância no peito, e não caio. Há dias em que me falta tempero, me falta dinheiro, me falta suspirro, me falta loucura para te esperar. Porém, não há um só dia que me falta ar. Mesmo com tosse, mesmo na chuva, mesmo com frio... eu respiro. Respiro o mundo, os momentos, os sentimentos que me cercam - mesmo que em pensamento. Há dias que se vão enquanto eu ainda estou dormindo. Há dias que vem e me fazem uma supresa fora de datas comemorativas. Há dias e dias. Dias e noites. Noites que colocamos a cabeça no travesseiro e esquecemos de tudo. Noites que não nos deixam esquecer das tarefas do dia seguinte. Há tanto lá fora. Muito mais aqui dentro. Mas o que há com você agora?
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"Quem foi que inventou que era assim? Sorrisos plásticos fazendo o seu papel enfeitando um rosto de pedra..." (I wanna be - Pitty)

BEIJOS MÁGICOS!

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A DEMORA.
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Semana passada meu irmão foi parar no hospital por nada grave. Apenas teve que ficar internado para tomar antibióticos na veia e combater uma infecção na perna de maneira mais eficaz. Já recebeu alta e já foi para a escola... Porém de sexta para sábado fiz companhia a ele no hospital. Tinha outra pessoa no mesmo quarto, o Sr. João. Por que, ás vezes, precisamos parar num lugar daqueles (embora seja tudo limpinho e nos tratem super bem, a palavra 'hospital' assusta!) pra dar mais valor á vida? O Sr. João tem câncer, tem as mãos e os pés inchados e quebrou um braço. Anda lentamente e possui uma dificuldade extrema para deitar e levantar da cama. Algumas vezes ofereci ajuda, algumas ele aceitou, outras não. Insisti quando achei necessário, outras vezes deixei que ele se conduzisse como achara melhor. Pois se sentir doente é uma coisa e se sentir inútil é outra coisa, bem diferente por sinal.
No final da tarde estávamos assistindo a um telejornal que mostrava imagens de um acidente, pessoas sendo resgatadas e socorridas. Sr. João então disse: "Olha, é a minha equipe!". Meu irmão logo me explicou que ele havia trabalhado no SAMU. Achei bonito o orgulho que ele demostrou em apenas uma frase. Ele ainda era, de alguma forma, daquela equipe. Ele ainda tinha um coração que mesmo "assim-assim" pensava nas outras pessoas. Por uma frase eu soube que ele gostava do que fazia, que trabalhava por amor. Sorte dele. (Também quero um dia sentir o mesmo orgulho da minha profissão ou de qualquer outra coisa que me dediquei no passado, e acho que estou no caminho certo). Mas agora ele estava alí recebendo os cuidados que prestou a vida inteira, sabendo que o tempo passa depressa e que nem sempre é feita a nossa vontade. O caso do Sr. João não depende mais das mãos da medicina pela idade dele e pelo câncer. Ainda sim, ele gosta de olhar a rua e de se aquecer com o sol.
Uma pessoa da qual convivi por apenas algumas horas me deu um "chacoalhão" sem me dirigir palavras imperativas, conselhos, sugestões, sem saber nada da minha vida. Eu que as vezes demoro pra levantar da cama, demoro pra ficar de bom humor pela manhã, demoro no banho (sei que isso é feio e errado!), demoro pra tomar uma atitude revolucionária, demoro pra abrir a janela... Percebi o quando a gente demora pra dar valor á saúde, pra agarrar as oportunidades que surgem, pra sentir orgulho de quem somos e pra viver a vida que a gente tem!
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BeijOs Mágicos e rápidos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A partir de hoje vou republicar alguns textos antigos do próprio blog, começando pelo texto aí embaixo "Minhas doses de princesa louca". (Senti saudade dos sentidos antigos - embora não impeça de ainda serem os mesmos - das minhas palavras).

Minhas doses de princesa louca

(14/05/08)
Certa noite me dei ao luxo de sonhar... Deitada na cama, acordada e com os olhos no escuro da mente. Numa breve viagem ao redor dos meus castelos, matei dragões, manejei estrelas e fugi da torre por rebeldia justificada. Pois descobri que a vida de princesa é luxo demais pra mim (preciso mesmo é de emoção, de arrepio). Porque conto de fadas chega na última página e ninguém explica como é o tal do felizes para sempre. Sempre? Uma ilusão passageira que um dia também acaba. Tudo chega ao fim, de repente, num piscar de olhos, num estralar de dedos. Chega ao fim as suas mentiras e até as minhas verdades que não existem mais. O meu veneno e o seu encanto também chegam ao fim (vise-versa). De qualquer forma é preciso de outra dose, seja lá do que for, para que eu continue aqui. Convivendo com sua imagem, defeito e semelhança. Talvez, depois de muitas e outras doses, eu me embreague de você e te suporte de um jeito simples, sem perceber. Mas se você não souber preparar uma bebida doce que me faça feliz e louca por todas as vezes (ou quase todas) que eu provar. Desculpa meu bem, mas eu procuro outro bar!

Ps: Efeitos de uma tarde inspirada... pensamentos loucos... e sede de novidades.


Beijos mágicos e luxuosos

Tati

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Eu sei, mas não devia
por
Marina Colasanti



Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
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- Comecei o dia "feeling good" e terminei com um aperto no peito ao perceber que eu me acostumei com você, mesmo você querendo ser tão pouco na minha vida. Vou dormi sem sorrisos, sem música e com o desejo de não mais querer o que nunca foi meu.
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BeijOs Mágicos!

O meu "feeling good"
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Pássaros caminham pelo céu
Meu bem, não tenha medo porque hoje não vai chover
Eu posso sentir o dia na palma das minhas mãos
Eu posso sentir você passar por aqui
A liberdade me trouxe de volta
E agora eu posso
Eu posso me sentir tão bem
Tão bem!
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De repente, no meio da manhã, eu fiz as pazes comigo. Escutei Starlight e Feeling good na versão do Muse. Acordei. O sol até atravessou a cortina do escritório. A luz apareceu. Conversas apareceram... As coisas simplesmente surgem quando abrimos a janela. Confesso que utimamente estou de poucas palavras, mas nem por isso quero pouco, quero menos, quero metades ...Porque eu posso me sentir tão bem!
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BeijOs
Mágicos!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

POR UMA CAUSA!

Por causa de você eu emagreci mais de 3 quilos
Por causa de você eu deixei de lado os meus amigos
Por causa de você eu passei noites de sábado em casa
Por causa de você eu fiz compras em 4 vezes
Por causa de você eu paguei juros
Por causa de você eu não fui ao show da minha banda favorita
Por causa de você eu fiquei teimosa, surda e muda
Por causa de você eu pintei o cabelo
Por causa de você eu não pintei o cabelo
Por causa de você eu não tomei banho de chuva
Por causa de você eu não dancei aquele dia
Por causa de você eu não fiz a viagem dos meus sonhos
Por causa de você eu quis ir mais longe
Por causa de você eu esperei um pouco para isso
Por causa de você eu me desgastei discutindo
Por causa de você eu paguei um mico que ficou pra história
Por causa de você eu não queria mais ir á escola
Por causa de você eu vi os dias passarem rápido demais
Por causa de você eu vi a noite demorar
Por causa de você eu tive insônia
Por causa de você diminui meu tom
Por causa de você eu tive tédio, raiva e medo
Por causa de você eu amei, sofri, sofri, amei
Por causa de você eu deixei um pouco de ser quem sou
Por causa de você eu passei dias tentando me encontrar


Não. Esquece tudo isso que eu escrevi. Não fui obrigada a fazer nada. Eu simplesmente fui atrás domeu impulso, da minha vontade, da minha escolha. Não estou dizendo que não valeu a pena. Aprender nunca é demais e eu cresci. Todos disseram que uma hora isso ia passar, e olha só, eu sobrevivi.

Não tenho raiva do amor, pelo contrário, eu amo (e como amo). Ainda tenho orgulho de possuir esse sentimento que pode mover o mundo. Mas o que eu vejo por aí são pessoas que constroem planos, sonhos, tempo e até o amor-próprio em cima de outras pessoas. Vejo pessoas que se decepcionam o tempo inteiro porque o outro (o desejado outro) não quis seguir pelo mesmo caminho, não quis segurar a sua mão e ir junto sem perguntar onde. Isso acontece e isso não muda o fato de que você ainda quer estar lado a lado, seja onde for, a qualquer hora. Então você vai e não pergunta mais nada. Vai por um caminho que não é seu, que não brilha. Vai por um caminho que você nunca se interessou em procurar no google ou num mapa mundi qualquer. Não é por causa de você, é por causa dele(a). E onde estão as causas das quais você sempre quis lutar? Você já não se lembra, mas continua alí, e vai. Até o dia em que uma voz de alto sinceridade entra na sua cabeça e abre seus olhos. Você olha para o espelho e finalmente percebe... Você não está feliz. Mesmo considerando que o amor é um mar de rosas cheio de espinhos... Você não está feliz. Admita. Você se deixou pra trás pra seguir outra pessoa que você "ama". Então vem á sua mente uma possibilidade: "Poderíamos ter construído nosso próprio caminho". Sim, poderíamos. Mas não fizemos e você se encontra perdida, totalmente perdida de si mesmo. Começa a culpar o mundo, a vida, o destino, ele, ela. Começa a se perguntar "Por que?". E você começa tudo de novo. Desde o ínicio e graças a isso pode optar por uma nova estratégia, um novo caminho (aquele que você realmente sempre quis!).
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O que vejo por aí são pessoas que se auto-flagelam, pessoas que querem gritar e não gritam, querem chorar e não choraram, querem sorrir e não sorriem, pessoas que se escondem por trás de "si mesmas" (e acredite, isso é possível). As pessoas mentem pra si mesmas o tempo todo. Não estou condenando ninguém porque eu faço isso também, sem que eu mesma perceba.
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Se o coração é cego eu não sei, mas a gente deveria usar mais os olhos e confiar na intuição!


(Obs: Não se preocupem. Quase tudo que escrevi - exceto os dois últimos parágrafos em azul foram só exemplos. No momento estou lutando por outras causas...)

BEIJOS MÁGICOS!

domingo, 26 de julho de 2009

Os luxos nossos de cada dia
...

O Domingo chega e bate na gente, destroi aos poucos, te coroe, te derruba. E você implora para não se entregar. Você decide lutar até o fim. Você não corre e espera pelo dia seguinte com uma espada nas mãos. Você faz promessas por uma segunda chance. Diz que vai resolver seus problemas, vai pagar as contas em dia, vai comer menos, vai fazer exercícios, vai estudar inglês, vai reclamar menos e vai sorrir mais. Você faz mil promessas que raramente cumpre. Mesmo assim a vida lhe dá uma segunda chance a cada sete dias. Sim, você tem mais que sete vidas e ainda não percebeu. Sim, você já renasceu tantas vezes que talvez nem dê mais valor a isso. Então você acorda desconfiado, como se fosse você que tivesse dado outra oportunidade pra vida. Como se a vida tivesse lhe traído por simplesmente não realizar as suas vontades num passe de mágica. Agora tome uma verdade e beba tudo sem resmungos... A única pessoa capaz de fazer mágica na sua vida é você, meu bem. Isso mesmo. As promessas são suas, as responsabilidades também, as vontades, as insaniedades, a dignidade, as mais de sete vidas durante uma vida inteira... Hoje é Segunda-Feira e a maioria das pessoa amanhece reclamando. Eu sei, o primeiro momento de uma coisa nova é o mais difícil, mas relaxa, depois você pega no tranco - eu espero. Hoje é a Segunda-chance pra você perceber que com sol ou chuva, você tem muitas coisas a fazer POR VOCÊ.

Recomeçar é um luxo... Estoure uma champanhe e comemore!

"Dê uma chance pra vida te mostrar
Um jeito menos doloroso de se despedir
Não seja assim tão duro amor com as palavras
Lave bem as suas mãos antes de se decidir
Tira essa lama das botas
Antes de me dar as costas"
(Lama - Luxúria)
*
BeijOs MágicoS!
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