sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Postado por Tatiana Camilo às 06:18 2 comentários
domingo, 18 de outubro de 2009


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sábado, 10 de outubro de 2009
BeijOs Mágicos!
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Postado por Tatiana Camilo às 07:21 2 comentários
domingo, 20 de setembro de 2009
Postado por Tatiana Camilo às 18:05 1 comentários
quarta-feira, 9 de setembro de 2009


Seja uma boa menina
Viverei de acordo com você
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Dias e Dias

"Quem foi que inventou que era assim? Sorrisos plásticos fazendo o seu papel enfeitando um rosto de pedra..." (I wanna be - Pitty)
BEIJOS MÁGICOS!
*
Postado por Tatiana Camilo às 09:42 4 comentários
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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Minhas doses de princesa louca
Certa noite me dei ao luxo de sonhar... Deitada na cama, acordada e com os olhos no escuro da mente. Numa breve viagem ao redor dos meus castelos, matei dragões, manejei estrelas e fugi da torre por rebeldia justificada. Pois descobri que a vida de princesa é luxo demais pra mim (preciso mesmo é de emoção, de arrepio). Porque conto de fadas chega na última página e ninguém explica como é o tal do felizes para sempre. Sempre? Uma ilusão passageira que um dia também acaba. Tudo chega ao fim, de repente, num piscar de olhos, num estralar de dedos. Chega ao fim as suas mentiras e até as minhas verdades que não existem mais. O meu veneno e o seu encanto também chegam ao fim (vise-versa). De qualquer forma é preciso de outra dose, seja lá do que for, para que eu continue aqui. Convivendo com sua imagem, defeito e semelhança. Talvez, depois de muitas e outras doses, eu me embreague de você e te suporte de um jeito simples, sem perceber. Mas se você não souber preparar uma bebida doce que me faça feliz e louca por todas as vezes (ou quase todas) que eu provar. Desculpa meu bem, mas eu procuro outro bar!Ps: Efeitos de uma tarde inspirada... pensamentos loucos... e sede de novidades.
Beijos mágicos e luxuosos
Tati
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
por
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(1972)
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
POR UMA CAUSA!


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domingo, 26 de julho de 2009

Postado por Tatiana Camilo às 17:44 2 comentários